quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

SECRETÁRIO PARTICIPA DE REINAUGURAÇÃO DO AUDITÓRIO DO C.E. MIÉCIMO DA SILVA em Campo Grande na zona oeste do Rio de Janeiro.


A nova mobília do espaço foi doada pelo Cine Odeon


Nesta terça-feira (25/02), o secretário de Estado de Educação, Wilson Risolia, reinaugurou o auditório do Centro Interescolar Estadual Miécimo da Silva, em Campo Grande. Toda a mobília do espaço reformado foi doada pelo Cine Odeon, por meio de uma parceria entre a Seeduc e a Secretaria de Estado de Cultura.

O auditório recebeu o nome de Professor Jorge Luís Nóbrega, uma homenagem ao ex-docente de Economia do colégio. Com uma capacidade para 119 lugares, a organização do espaço contou com a ajuda dos estudantes do curso de Pós-Médio em Edificações.

- Sempre que venho ao Miécimo fico emocionado. Essa escola tem vida, principalmente, pela equipe de qualidade que trabalha com comprometimento, sempre pensando no aluno. Fiquei muito feliz com a parceria que conquistamos e com os jovens que se disponibilizaram para a montagem do auditório, dando um belo exemplo -, disse.

Para a aluna da 4ª série do Ensino Médio, Gabriela Cristina, de 19 anos, o novo auditório é um presente para todos da unidade escolar.

- O auditório é sempre muito útil para os alunos e professores. Ele está lindo, e espero que os novos alunos o conservem. Estou no meu último ano na escola e gostaria de voltar para fazer o curso de Administração à noite, para aproveitar mais o teatro reformado -, contou.

Na ocasião, ex-alunos que conquistaram vaga em universidades federais e particulares receberam uma homenagem da unidade escolar.

- Quero parabenizar os alunos aprovados nas universidades, e desejo que todos tenham sucesso. Estamos trabalhando diariamente para que vocês tenham um grande futuro, porque o país precisa de profissionais qualificados -, afirmou Risolia.

O dia de comemoração foi encerrado com a apresentação do coral Sintonia, formado por alunos da unidade.

Ensino em horário integral aumentou 139% em apenas 3 anos no Brasil.



  • Meta do Plano de Educação é atender 25% dos alunos da rede pública em 10 anos
BRASÍLIA e RIO - O número de alunos de ensino fundamental matriculados em escolas de horário integral mais do que dobrou nesta década, revela o Censo da Educação Básica. De 2010 a 2013, o salto foi de 139%, passando de 1,3 milhão para 3,1 milhão. Só no ano passado, o aumento foi de 45,2%, em relação a 2012. O universo de alunos contemplados com horário integral, em que as crianças ficam sete horas na escola, equivale a 11% do alunado de ensino fundamental em escolas públicas e privadas no país.

O ministro da Educação, José Henrique Paim, destacou que a meta prevista no Plano Nacional de Educação em análise na Câmara dos Deputados é atender 25% dos alunos da rede pública no prazo de dez anos. Para ele, o avanço dos últimos anos indica que o país terá condições de cumprir a meta. Do total de 3,1 milhões de matrículas em horário integral, 3,07 milhões são na rede pública, segundo o Inep.
Paim disse que o programa Mais Educação, do MEC, investe R$ 2 bilhões por ano em transferências para estados e municípios ampliarem a jornada escolar. Além do horário regular de quatro horas, segundo ele, as demais três horas de atividades devem incluir aulas de Português, Matemática e Ciências. Nas escolas onde não há salas suficientes para todas as crianças, o programa incentiva o uso de clubes, praças e salões de igrejas do bairro.
O Mais Educação tem como meta atingir 60 mil escolas em 2014. Ano passado, o programa chegou a 49 mil, superando a marca prevista de 45 mil. Segundo Paim, o Mais Educação é oferecido em cerca de 5 mil escolas de ensino médio, o que equivale a aproximadamente um quarto dos estabelecimentos desse nível de ensino na rede pública.
Coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, o cientista político Daniel Cara é cético quanto ao avanço de matrículas anunciados pelo governo federal no Censo. No caso das escolas de tempo integral, por exemplo, Cara afirmou que muitas não obedecem projetos pedagógicos de ensino:
— Esse avanço é sem dúvida positivo, mas está mais do que provado que, no Brasil, a expansão do acesso é feita em detrimento da qualidade. Muitas escolas com período integral oferecem oficinas dissociadas do projeto pedagógico, como atividades esportivas, apenas para manter a criança na escola.
Nas creches, Daniel Cara lembrou que grande parte das novas matrículas tiveram origem em convênios com unidades que não são públicas, o que mostra uma falta de atenção por parte do governo federal para o setor:
— O governo fecha convênios com entidades comunitárias e confessionais, muitas ligadas a igrejas. Não é um ensino público; é uma expansão sem qualidade.
Com o apoio da Embaixada da França, desde o início do ano letivo na rede estadual, o Ciep Leonel Brizola, em Niterói, é um dos 24 de ensino médio do Estado do Rio que funcionam em tempo integral. O projeto é baseado no sistema de parcerias chamado de Dupla Escola. Em 2012, atendia a dois mil alunos, mas chegou a 2014 com 10 mil. Embora seja um crescimento substancial, ainda atinge apenas pouco mais de 1% do total de 900 mil estudantes matriculados.

CE HISPANO BRASILEIRO JOÃO CABRAL DE MELO NETO É EXEMPLO DE ENSINO INTEGRAL EM ESPANHOL.


 26/02/2014 - 14:35h - Atualizado em 26/02/2014 - 14:35h 

 » Fotos: Marcia Costa
Unidade pública é a primeira do país a oferecer ensino bilíngue em português-espanhol

Foi pensando nas Olimpíadas de 2016 que Fernanda Marques, de 15 anos, ingressou no Colégio Hispano Brasileiro João Cabral de Melo Neto. Já Caroline Silva, de 14 anos, tem o objetivo de cursar Medicina na Argentina e, por isso, optou por estudar numa escola bilíngue. Milene Cardoso, que sempre gostou de espanhol, sabe da importância do segundo idioma no currículo para alcançar uma boa colocação no Enem. Várias motivações levaram tantos jovens a participar do processo seletivo da unidade, inaugurada pela Secretaria de Estado de Educação, em parceria com o Ministério de Educação, Cultura e Esporte da Espanha, neste ano, que oferece o Ensino Médio Intercultural com aulas em português e espanhol.
 

Esta é uma das 24 escolas do programa Dupla Escola da Seeduc cujo principal objetivo é manter o adolescente do Ensino Médio no colégio em período integral. O número de estudantes matriculados na rede estadual no Ensino Integral vem aumentando desde 2011, como mostra o Censo da Educação Básica de 2013, divulgado ontem. Em 2012/2013, houve cerca de 140 mil alunos estudando em unidades com jornada dupla, contra aproximadamente 123 mil em 2011/2012.

- Em 2016, estarei fluente em espanhol, o que será essencial para eu conseguir um bom emprego, aproveitando o mote das Olimpíadas. Aqui, o contato com o idioma acontece de outra maneira. Ao contrário dos cursinhos, ficamos mais tempo em sala de aula e aprendermos também sobre a história e a cultura espanhola. Eu estou gostando muito de estudar aqui – disse a aluna.

Com uma metodologia diferenciada, a unidade escolar, que faz parte do programa Dupla Escola, adota o formato dual language 90/10, no qual as disciplinas são separadas em dois grandes grupos e ministradas em português e em espanhol, alternando-se a carga horária destinada para cada idioma. Assim, as matérias da Base Nacional Comum e da Parte Diversificada serão ministradas em português durante 90% do tempo. A carga horária restante, equivalente a 10%, será utilizada para as atividades menos complexas em espanhol. O grupo de disciplinas específicas terá suas instruções ministradas em espanhol durante 90%, destinando-se os 10% restantes para a comunicação por meio da Língua Portuguesa. Ao final da formação, os alunos receberão o certificado de dupla diplomação, o que garante a conclusão de Ensino Médio validada tanto em território brasileiro quanto em território espanhol.
 

O modelo inovador também encantou os docentes. Primeira colocada na mobilidade interna realizada pela Secretaria para lecionar no colégio, Daniela Korol ficou tão impressionada com o projeto pedagógico, que convenceu o filho, Caio, a fazer a prova, para ingressar no colégio.

- Na escola bilíngue temos a possibilidade de dar uma aula diferenciada, mais dinâmica, pois a carga horária é maior. O aluno sabe que estará preparado para disputar a vaga que quiser, seja no Enem ou na universidade, por exemplo – destacou Daniela, que já trabalhou em unidades privadas e em cursos de idiomas.

Caio Korol, neto de argentinos, que trocou a escola particular, onde mora, em Campo Grande, pela unidade, no Méier, ainda está se adaptando à nova rotina, mas não esconde o entusiasmo . Ele sai de casa às 5h e só retorna às 19h.
 

- Estudar em horário integral é cansativo, mas sei que o esforço valerá a pena no futuro, já que quero cursar Medicina. Aqui, tenho a certeza que terei uma base para passar para uma boa universidade –finalizou o estudante, que pretende fazer intercâmbio por meio do programa “Ciência sem Frontreiras”.

O Colégio Estadual Hispano Brasileiro João Cabral de Melo Neto conta com nove salas de aula, biblioteca, quadra de esporte, laboratórios, cozinha e refeitório.

Além dessa unidade, a Seeduc inaugurou, no início do ano letivo, mais duas escolas com Ensino Médio Intercultural: O Ciep 449 Governador Leonel de Moura Brizola, em Niterói, onde os alunos aprendem português e francês, e o Ciep 117 Carlos Drummond de Andrade, em Nova Iguaçu, que oferece a modalidade português-inglês.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

NOVO SISTEMA DE CONSULTA DO QUADRO HORÁRIOS SEEDUC RJ 2014. Secretaria atualiza QHI e consultas de UEs agora é por municípios. Consulta do número de alunos, GLPs, Dados de censo escolar por Escolas/Colégios. Confiram aqui:

Secretaria de Estado de Educação do Rio de Janeiro (SEEDUC RJ) atualiza sistema de consulta do QUADRO HORÁRIO das Unidades Escolares de 2014.

CONSULTA QHI 2014 aquihttp://aplicacoes.educacao.rj.gov.br/ConsultaQH/ConsultaQHIGestao.aspx

Agora consulta é realizada por MUNICÍPIOS e não mais por Coordenadorias Regionais.


Professores, estudantes, pais, responsáveis e interessados pordem consultar alocação dos professores por turma. Também é possível verificar alocação de GLPs (que estão em VERDE), além do quantitaivo de alunos, turmas, dados de censo escolar e etc....


OPORTUNIDADES: Correios do Rio abrem vagas para estágio ENSINO MÉDIO técnico administração e informática. Saibam mais aqui:


  • As vagas são para níveis médio/técnico e superior
RIO — Os Correios do Rio abriu as inscrições do processo seletivo para estagiários de nível médio/técnico e superior. As vagas são para início imediato e formação de cadastro, e os interessados podem se inscrever até 20 de março.

Para o nível médio/técnico são 100 vagas (67 para técnico em administração e 33 para técnico em informática), enquanto que para superior serão preenchidos 79 postos. Podem concorrer estudantes de administração de empresas, biblioteconomia, direito, engenharia civil, engenharia de produção e sistemas de informação. Já para as áreas de arquitetura, ciências contábeis, comunicação social (jornalismo e publicidade e propaganda), engenharia elétrica, geografia, pedagogia, psicologia, relações internacionais, relações públicas e serviço social, as inscrições são somente para formação de cadastro.
A nota de abertura da seleção, com informações sobre inscrição, requisitos, seleção, vagas, contratação e benefícios, e a ficha de inscrição encontram-se no site dos Correios. Os estudantes que queiram participar da seleção deverão enviar a ficha de inscrição devidamente preenchida e demais documentos para rjcecorestágio@correios.com.br, ou entregar pessoalmente na Av. Presidente Vargas 3077, 12º andar, Cidade Nova, na seção de captação de Recursos Humanos.

Primeira diretora transexual da SEEDUC RJ (Metro IV) joga luz sobre diversidade em sala de aula. Saibam mais:


  • Julia Dutra proíbe short curto e estimula debates sobre preconceito no Colégio Estadual Max Fleiuss, no bairro da Pavuna
  • "Quando voltei para ensino médio, tive medo. Mas a Julia serviu como um escudo e me ajudou", diz aluno gayVIAR

Julia Dutra, primeira diretora tansexual de uma escola no Rio, assumiu a direção do Colegio Estadual Max Fleuiss na Pavuna Foto: Agência O Globo
Julia Dutra, primeira diretora tansexual de uma escola no Rio, assumiu a direção do Colegio Estadual Max Fleuiss na Pavuna Agência O Globo
RIO — Na porta do Colégio Estadual Max Fleiuss, na Pavuna, o vigia noturno proíbe a entrada de uma adolescente de shortinho. Orientação da diretora da escola, Julia Dutra. Ela é a primeira transexual a exercer um cargo de direção na rede do estado. Desde que assumiu sua nova identidade, há um ano, Julia impõe respeito para ser respeitada. Num país onde o preconceito ainda aparece, muitas vezes, sob a justificativa de que quem não é heterossexual é promíscuo, ela educa no sentido contrário:
— Criamos uma cultura de usar roupas adequadas. Nada indecente para não exacerbar a sexualidade dos alunos — explica a diretora, que comanda dez turmas de ensino médio à noite.
Julia diz contar com o apoio da maioria dos estudantes e professores. Segundo ela, mesmo a equipe da direção, composta por 90% de evangélicos, não a discrimina. No entanto, duas funcionárias não quiseram falar sobre o assunto. A única que se dispôs foi a secretária Maria Helena Feliciano. Sem parentesco com o polêmico deputado federal de mesmo sobrenome, ela frequenta a Assembleia de Deus, mas não vê conflito entre sua escolha religiosa e a orientação sexual de Julia.
— Não vai contra minha religião e não sou preconceituosa. Todos somos iguais perante Deus e a lei — pondera Maria Helena. — No início, causou um certo impacto a mudança, mas as virtudes da Julia superam isso. Ele é uma pessoa muito positiva, que sabe dominar as situações.
A secretária não é a única a confundir os gêneros ao se referir a Julia. Professores e alunos ainda usam “ele” e “Julio”, nome original da diretora, para, na sequência, se corrigirem. Além de ser recente a transformação visível, Julia espera a alteração de seu nome nos documentos, o que deve acontecer este mês. Já a cirurgia de troca de sexo, aguardada há dois anos, deve ser realizada no Hospital Pedro Ernesto ainda em 2014.
Formada em Educação Artística pela UFRJ, ela também dava aulas de artes cênicas na rede estadual antes de assumir a direção da Max Fleuiss este ano, indicada pela ex-diretora, com concordância da comunidade escolar. Há oito anos no colégio, ela diz ter conquistado o respeito através de seu trabalho. Porém, admite que há um preconceito velado, mas sutil. Para ilustrar, conta a história do tio de uma aluna cadeirante, que lhe faltou com sutileza.
— Ele veio buscar a sobrinha num dia em que a aula acabou mais cedo, reclamando que já era uma humilhação ela estar numa cadeira de rodas. Ele se recusou a conversar comigo, pois não respeitava um diretor que se vestia de mulher.
Desde pequena, Julia usava as roupas da mãe. Quando adolescente, teve vontade de tornar hormônios, mas se reprimiu por causa do pai. Ela reconhece a importância da figura paterna em sua formação profissional, apesar de não ter recebido o mesmo apoio ao decidir assumir a identidade feminina. A transformação aconteceu depois da morte dele:
— Tenho a coisa da transexualidade desde criança. Mas meu pai era bem rígido e machista. Não permitia que eu me libertasse. Camuflei isso com medo de não ser aceita. Há uns quatro anos, venho me desconstruindo e reconstruindo gradualmente. Não sofro preconceito na escola nem na minha família. Sempre foi o desejo da minha mãe ter uma filha. Ela é mais aberta — diz Julia, que tem dois irmãos.
Acostumada a lidar com adolescentes e crianças (ela também dava aula de artes na rede municipal), Julia trabalha a diversidade em debates sobre o preconceito, na idade em que ele é mais latente. Sua postura serve de alento a jovens como João Ricardo Santos, de 19 anos. Homossexual assumido, ele é aluno do 2º ano do Max Fleuiss e diz que hoje se sente mais respeitado.
Mas nem sempre foi assim. Quando estudou do 5º ao 8º ano do ensino fundamental no mesmo espaço físico, onde funciona uma escola municipal, sofria constantemente com agressões morais e até físicas:
— Jogavam desde piadinhas até pedras em mim. Dei graças a Deus quando saí. Ano passado, quando voltei para o ensino médio noturno, tive medo. Mas a Julia serviu como um escudo e me ajudou. Se falam alguma coisa desrespeitosa para mim, eu conto para ela.
Nos colégios particulares, o tema ainda parece ser tratado como um tabu. O GLOBO tentou ouvir algumas escolas, mas o único que se dispôs a contar um caso de preconceito contra homossexuais foi Rui Alves, diretor da rede pH. Ele diz que, há dois anos, um aluno do ensino médio, assumidamente gay, estava sendo discriminado por três colegas evangélicos. A questão foi levada para as aulas de Vida e Atualidades, em que psicólogos trabalham valores morais, e resolvida com um bom desfecho.
— Os alunos faziam piadinhas ofensivas com ele por uma questão religiosa. Na Aula de Atualidades, o problema foi debatido, os colegas escreveram uma carta pedindo desculpas a ele, e a turma passou a ter um relacionamento melhor — lembra Rui. — Com essa última novela das 21h, que abordou a homossexualidade, resgatamos o tema para explorar os valores de que todos têm que ser tratados de forma igual.
Vice-presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino do Município do Rio de Janeiro (Sinepe), Victor Notrica afirma que não lembra de nenhum caso grave de preconceito contra homossexuais em escolas particulares:
— Na forma de bullying, talvez. Aí entra como aquele aluno que usa óculos, que é gordinho ou baixinho. Não tenho conhecimento de uma situação grave em relação a isso em 58 anos de sala de aula. A escola particular tem psicólogo e orientador educacional que observam isso e dão o tratamento necessário. É tratado de uma forma a aceitar essa postura de alunos ou de professores, desde que não comprometa os objetivos básicos da escola — explica Notrica.
Transexual e diretora da Escola Estadual Chico Mendes, em São José dos Pinhais (PR), Laysa Machado diz que o preconceito é maior na rede privada de ensino. Ela foi demitida de um colégio particular em 1999, quando se assumiu e usou um vestido. Depois, só voltou a conseguir emprego, por concurso público, na rede estadual:
— Tenho certeza de que a escola privada é mais excludente. Trabalhei por mais de três anos em uma que, além de privada era religiosa, e presenciei episódios de preconceito. Por mais que mandasse currículo, nunca fui chamada para uma entrevista. Raramente aceitam transexuais. Você conhece alguma que aceita? Eu não — diz Laysa, que escreveu a peça “Morada transitória” para trabalhar o tema com os alunos.
O texto teatral virou um documentário homônimo que será lançado em maio. (Veja o trailer aqui)
Da teoria à prática na aceitação do diferente
Coordenadora do bacharelado em Estudos de Gênero e Diversidade da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Márcia Macedo diz que é preciso ter muito cuidado para trabalhar o tema na educação básica. Responsável pela graduação pioneira no país, que está formando sua primeira turma, ela destaca a importância de capacitar os professores. Desde 2005, o Núcleo de Estudos Interdisciplinares sobre a Mulher (Neim), da qual é pesquisadora, oferece cursos, como o de especialização em metodologia do ensino de gênero e diversidade.
— As aulas começam com uma dimensão político-social e, depois, do cotidiano escolar. Usam vídeos para mostrar que não há uma relação automática entre identidade anatômica e orientação heterossexual. É preciso romper com essa lógica, pois o corpo biológico não leva necessariamente a uma identidade de gênero. Problematizamos as múltiplas possibilidades de expressão e rompemos com a visão estereotipada de que se nasceu fêmea, vai ter identidade feminina e vai gostar de homem — ela explica.
Dos 12 formandos da primeira turma do bacharelado da UFBA, cinco estagiam na secretaria de Educação da Bahia, pioneira ao permitir que alunos travestis e transexuais usem seus nomes sociais nas escolas estaduais. A resolução foi aprovada no fim de 2013, e determina que os colégios desenvolvam projetos de combate à homofobia.
Márcia recomenda o uso de filmes como “Não gosto dos meninos", uma versão brasileira para “It gets better", feita a partir de depoimentos de quem se confrontou, em algum momento, com a orientação sexual. A produção livre está disponível no YouTube:
— A escola pode criar um espaço de discussão e reflexão para trabalhar a autoestima. É possível a realização de debates e sessões de filmes, como esse curta. Mas a escola sozinha não muda a cabeça de pessoas. É necessária a desconstrução de um conjunto de referências trazidas pela família, pela religião e pela mídia, que criminalizam e culpabilizam o sujeito.
Questionada se a orientação sexual de um professor pode influenciar alunos, sobretudo na infância, a especialista devolve a pergunta:
— Como as crianças se descobrem homossexuais em famílias héteros? Essa representação já é prática do preconceito de que, em contato com pessoas com orientação sexual “indesejada”, haveria uma espécie de contaminação. Tenho uma filha de 9 anos, converso com ela sobre isso e me preparo para ela ser o que quiser.
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sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

CONCURSO SEEDUC 16 E 30h 2013. CEPERJ PUBLICA RESULTADO PREMILINAR DA PROVA OBJETIVA. CONFIRAM:


Fundação Ceperj divulga resultado preliminar do magistério estadual
19/02/2014
Candidatos podem entrar com pedido de recontagem de pontos até sexta-feira

Os 30.861 candidatos que fizeram as provas objetivas para o magistério estadual aplicadas em 18 municípios, em 26 de janeiro, já podem conferir o resultado preliminar no portal  www.ceperj.rj.gov.br, da Fundação Ceperj (Centro Estadual de Estatísticas, Pesquisas e Formação de Servidores Públicos do Rio de Janeiro). Além das notas e nomes dos participantes em ordem alfabética, o edital também divulga o resultado dos julgamentos dos recursos impetrados contra os gabaritos. Esses candidatos disputam 1.400 vagas para cargos efetivos de professor Docente I de 16 horas e de 30 horas semanais, do quadro permanente da Secretaria de Estado de Educação (Seeduc).
Em relação aos recursos impetrados, a banca examinadora, após análise, decidiu anular nove questões e alterar duas, englobando as disciplinas de Português, Química, História, Física, Espanhol, Biologia e Ciências. Os demais requerimentos foram considerados improcedentes. A diretora de Concursos e Processos Seletivos da Ceperj, Verônica Braz, informa que os pontos correspondentes às anulações serão atribuídos a todos os candidatos e que as alterações valerão para todos, independentemente de terem recorrido ou não.
Vale lembrar que os pareceres dos recursos estão anexados aos respectivos processos e à disposição dos candidatos, para ciência, no protocolo da Fundação Ceperj, na Avenida Carlos Peixoto, 54, térreo, Botafogo, Zona Sul do Rio. Também no protocolo, o candidato poderá ter vista do seu cartão de resposta. Quem perceber eventual erro material pode entrar com pedido de recontagem de pontos junto ao protocolo da Ceperj, até sexta-feira, sem prorrogação. O atendimento é sempre feito das 10h às 16h. O julgamento desses pedidos de recontagem será conhecido em 27 de fevereiro, mesmo dia em que a organizadora divulgará o resultado final da prova objetiva.
Além desse exame, os candidatos aos cargos de professor Docente I de 16 horas e de 30 horas passarão também pela etapa da avaliação de títulos, de caráter exclusivamente classificatório. Mas a banca só avaliará os documentos dos aprovados na prova objetiva, concedendo o valor máximo de 10 pontos.  Quem não apresentou títulos será  classificado apenas pelos pontos obtidos no exame objetivo. O resultado preliminar dessa etapa será disponibilizado na página da Fundação Ceperj em 18 de março.

Sisutec: Inscrições começam em 17 de março de 2014. Confiram aqui:



  • Sistema seleciona candidatos para cursos técnicos com base nas notas no Enem
RIO - As inscrições para o Sistema de Seleção Unificada do Ensino Técnico e Profissional (Sisutec) de 2014 poderão ser feitas a partir do próximo mês, entre os dias 17 e 21 de março. O sistema seleciona candidatos que já concluíram o ensino médio para cursos técnicos com base nas notas no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem).

O resultado da primeira chamada será divulgado no dia 25 de março. As matrículas devem ser feitas de 26 a 28 de março. Já o resultado da segunda chamada está previsto para o dia 1º de abril. Os alunos que forem selecionados devem efetuar a matrícula os dias 2 e 4 de abril.
No período de 7 a 13 de abril, os candidatos poderão se inscrever pela internet para as vagas que não foram preenchidas.
As aulas começam entre os dias 14 de abril e 12 de maio. Todas as datas da edição 2014 do Sisutec foram publicadas no Diário Oficial da União.
O Ministério da Educação (MEC) ainda não divulgou o número de vagas disponíveis para a seleção deste ano. A previsão é que essas informações estejam disponíveis a partir do dia 13 de março.
O Sisutec foi criado no ano passado e ofereceu vagas em cursos técnicos com duração de um a dois anos. Na última edição, foram disputadas 239.792 vagas em instituições da rede pública, privada e do Sistema S. Ao todo, 383 mil candidatos se inscreveram.
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8 PÁGINAS DO FACEBBOK QUE PODEM AJUDAR VOCÊ NOS ESTUDOS. Vejam aqui:


Que tal transformar a timeline do Facebook numa extensão dos estudos? A rede social está cheia de páginas dedicadas às matérias da escola. Se você curtir estes perfis, entre a foto da galera e aquele meme engraçado, pode aparecer também uma dica de português ou uma curiosidade da biologia. Afinal, conhecimento nunca é demais.